Introdução alimentar

Tradicional, BLW e Participativa. Qual é o melhor método para começar a introdução alimentar?

Publicado em

Tradicional, Baby-Led Weaning (BLW), Participativa. E agora?
Será que algum deles é melhor?

 

Se você começou ou está para começar a dar comida para o bebê, provavelmente ouviu falar que há mais de uma forma de fazer isso. Algum destes nomes já deve ter surgido e você deve estar se perguntando qual deles pode ser melhor.

 

Independente do método escolhido, estar flexível para outras possibilidades é essencial, já que nem todos os dias são iguais para você e muito menos para o bebê. Além disto, outras pessoas que não conhecem o BLW, por exemplo, podem precisar alimentá-la.

 

O melhor método sempre será aquele que é possível dentro da sua rotina. O ideal é estar bem informado sobre eles para dar o melhor, dentro do que cabe no seu dia-a-dia. Mesmo que seja um pouco de cada conceito, o que importa é conhecer e extrair o que favorece o aprendizado da criança.

 

Para todas as opções, reduza as expectativas, uma vez que a comida é novidade para o bebê e ele ainda não entende como algo prazeroso e que irá matar a fome. O primeiro contato com a comida é um momento de interação e criação do repertório.

 

Enquanto você já tem todo este repertório, ou seja, todas as informações sobre algo que você já conhece, o bebê está adquirindo e você é a pessoa que participa favorecendo este processo. Por isso, tornar a introdução alimentar o momento em que o bebê entra em contato com a própria comida, favorece a aceitação alimentar, uma vez que está relacionada a uma rica experiência sensorial.

 

Para o bebê, a alimentação vai além da nutrição e é um momento de muitas possibilidades de aprendizado sobre cores, formas, cheiros, sabores, texturas, consistências e tantas outras coisas que vão além de estímulos sensoriais, passando por aspectos cognitivos e emocionais, que constroem este vasto e rico repertório.

 

 

Muitas famílias se beneficiam de orientações durante a introdução alimentar. Se tiver dúvidas ou dificuldade, busque ajuda do profissional especialista em alimentação infantil.

 

 

Texto escrito por Luiza Teles, Fonoaudióloga (CRFa 2-18320) e Consultora em Amamentação.